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About Literature / Hobbyist A. LouveFemale/Portugal Group :iconlokininto: Lokininto
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Ai que enviei o manuscrito!

Agora é aguardar a resposta agressiva. :3
  • Mood: Nervous
  • Listening to: Animal Collective
  • Reading: Ulysses, by James Joyce
  • Watching: Last Exile
  • Eating: Um guta
  • Drinking: Auga
Quando era muito pequeno, os meus pais levaram-me a S. Miguel de avião, para ver os lagos. Dos lagos lembro-me pouco, mas recordo perfeitamente uma das noites: aproveitámos a estadia para assistir a um concerto de música clássica, instrumentos de cordas, a propósito de quê já não sei. Os meus pais não podem ser propriamente considerados melómanos, mas apreciavam ir a um concerto de quando em quando, para aproveitar o facto de alguém vir às nossas ilhas fazer fosse o que fosse. Nessa altura decidi que queria aprender a tocar um instrumento. Um instrumento de cordas, o maior possível tendo em conta o meu diminuto tamanho de criança. Insisti nisso durante todo o resto das férias. Quando regressámos à Terceira, os meus pais arranjaram-me um professor e um violoncelo, encomendado do continente. A partir daí, nunca mais parei de tocar.

O meu professor, as pessoas da escola de música, os meus amigos, todos me consideravam um talento, um jovem promissor no respeitante ao manejo do instrumento musical. Eu vivia para tocar e não fazia muito mais. Os outros jovens da minha idade começavam a interessar-se por namoradas e por beber vinho nas ruelas escondidas, mas eu ficava em casa, tocando, tocando, tocando sem parar no meu violoncelo. Era o que me dava mais prazer na vida e todos diziam que eu devia ir para o continente. Portanto, a primeira coisa que fiz quando celebrei os dezoito anos foi tirar a carta de condução. Seria mais útil andar de carro no continente. Chegaria depressa a todo o país e poderia mostrar os meus talentos em todo o lado. Estava convencido de que iria ter muito sucesso como violoncelista, não só no meu país como também na Europa, talvez até no resto do mundo se tudo corresse bem. E a verdade é que tudo corria bem. Estava apenas à espera de terminar o ensino obrigatório para me inscrever na escola superior de música no Porto. Infelizmente, devido a tantos ensaios e tanta dedicação ao violoncelo, tinha chumbado dois anos, no sexto e no oitavo. Estava atrasado. Mas não havia problema, era mais tempo que tinha para me aperfeiçoar no mundo da música antes de ir ter com os meus pares. Tinha muitas expectativas. Na ilha, ninguém me podia igualar, nunca encontraria ninguém suficientemente talentoso para fazer um trio, não havia uma orquestra na qual me pudesse introduzir. Estava ansioso.

Infelizmente, as coisas não correram muito bem. A minha mãe foi trabalhar para o Faial e brevemente seguimos atrás dela, eu, o meu pai e o violoncelo. Não podia haver nada mais deprimente. Uma ilha minúscula, sem nada que fazer, onde a única animação era observar os marinheiros no Peter’s. Não havia professor de violoncelo, não havia ninguém com quem falar de música. Nos primeiros tempos só me mantinha à tona da água porque podia tocar. Mas os nossos vizinhos começaram a implicar com isto, dizendo que não conseguiam dormir, que não conseguiam descansar, que não conseguiam ver o Preço Certo sossegados. Não podia tocar. Tinha perdido tudo.

O meu pai compadeceu-se de mim. Ofereceu-me um pequeno carro e disse-me que fosse passear pela ilha. Era uma ilha bonita e muito diferente da Terceira. Não era obrigatório ficar confinado à Horta. A partir desse momento, comecei a passear com o meu violoncelo e a tocar nos sítios mais improváveis e recônditos da ilha. Ninguém me podia incomodar. Se bem que eu sabia que o som do instrumento se ouvia a muita distância. Tinha esperança de alegrar o dia a algum daqueles pastores de vacas.

Na Horta, o meus sítio preferido para tocar era no porto, junto de todos aqueles desenhos coloridos que, para mim, não faziam qualquer sentido. Nesse dia, tocava uma sonata um pouco mais simples, alegre dentro dos possíveis, só para exercitar os dedos. Sentia o som a penetrar dentro da água do mar, que batia calmamente contra o pontão, pensando em como o mar também se devia sentir sozinho. Então, comecei a vê-la. Lá ao fundo. Uma rapariga saía de dentro do mar. Estreitei os olhos para a ver com atenção, mas não deixei de tocar. Conhecia tão bem a peça que ela fluía automaticamente. A rapariga tinha os cabelos azuis, colados à cabeça, roupas azuis, coladas ao corpo, toda ela estava completamente encharcada. Afinal, estava a sair de dentro de água… Mas era uma visão estranha. Os seus olhos eram enormes e pretos, viam-se à distância, e pareciam estar fixos em mim. Ela avançou e eu não deixei de tocar. Sentou-se ao meu lado e eu não deixei de tocar. Olhava para mim sorrindo. Então a peça terminou. Disse-me “vim ouvir melhor”.

A partir daí começou aquilo a que poderia chamar uma amizade estranha. Sempre que tinha tempo, ia para o porto e começava  a tocar. Eram sempre peças diferentes e a rapariga aparecia sempre. Sempre encharcada, apesar de nem sempre aparecer no mesmo sítio. Sentava-se ao meu lado a sorrir e depois ia-se embora, não sei para onde. Eu queria saber mais sobre ela, perguntar-lhe coisas, mas ela quase nunca falava. Quando falava era sobre aspectos da vida natural, como estar quase a chover, ou estar quase a ficar sol. Ela adivinhava as marés e sabia quando as nuvens iam dar lugar a um arco-íris. Era estranho, mas eu sentia-me feliz pela primeira vez naquela ilha. Tinha alguém que parecia gostar genuinamente de me ouvir a tocar o violoncelo, apesar de não falarmos muito.

Uma tarde, nublada como sempre, sugeri-lhe mudar de sítio. Ela perguntou como e eu disse-lhe que íamos de carro. Ela parecia nunca ter visto um carro, mas não estava assustada. Foi nessa altura que começaram os nossos passeios. Navegávamos por toda a ilha, parando nos sítios mais improváveis. Lá, ela sentava-se ao meu lado e eu tocava. Uma hora, duas… O tempo parecia não passar. O som parecia atravessar a ilha até chegar ao outro lado, ao mar. Dos pontos mais altos víamos as paisagens verdejantes, salpicadas de vacas, sentindo a humidade a entranhar-se nos nossos ossos. Ela gostava de Porto Pim, dizia que se via bem o horizonte. Eu gostava da Caldeira. Era raro estar lá alguém e o nevoeiro era sempre tão cerrado que tinha dificuldade em ver os seus olhos negros. Mas o som parecia reflectir-se nas gotas de água, entrando na caldeira e voltando para cima, tocando nas plantas luxuriosas e pingando, como uma espécie de chuva.

Pela primeira vez naquela ilha sentia-me feliz. Não sabia o nome dela, ela não me dizia. Então também nunca lhe disse o meu. Mas parecia que não era importante saber este tipo de coisa. Era importante tocar o violoncelo e ouvi-lo. Nada mais.

Todos os dias eu esperava por ela. Mas, uma tarde, ela não ficou. Disse “tenho de ir voar sobre as ondas do mar” e sorriu. Era um sorriso triste. Qualquer que fosse o sentido daquela frase, significava que não nos íamos ver mais. Depois, foi-se. Desta vez, vi-a mergulhar a pés juntos dentro de água. Ela estava sempre molhada, mais ou menos como a própria ilha. Nesse momento percebi que a rapariga, a minha amiga, poderia ser mais do que uma simples pessoa estranha.

Em desespero, pensei no que poderia fazer. Como ir para o mar? Precisava de ir à procura dela, a resposta estava no mar! Não conhecia ninguém com barco, não imaginava a forma de lá ir. Até que, por acaso, vi um prospecto sobre as embarcações de observação de baleias na ilha do Pico. No dia seguinte faltei às aulas. O que interessava chumbar mais um ano? Aquela amizade era o mais importante para mim! Pus o carro dentro da lancha e sentei-me a olhar para a ilha do Pico, essa massa rochosa sem sentido, enquanto esperava que a travessia terminasse. Lá chegado, fui a toda a velocidade até às Lajes.

Ainda assim, tive de esperar uma hora e meia pela próxima partida dos barcos de observação. Vi atentamente todas as lojas de recordações, com os seus objectos em osso de vaca, imitando marfim de baleia. Aproveitei para ir ao museu, onde estavam mesmo os restos mortais de tantos animais. Depois, chegou finalmente a hora. Equipei-me com o colete salva-vidas e mantive-me na borda do pequeno barco, à espera de algum tipo de revelação.

A probabilidade de observar baleias nesse dia dizia-se ser alta. As outras pessoas, turistas do continente na sua maioria, pareciam muito excitadas, de máquina fotográfica em punho. Então, mesmo à nossa frente, sentimos uma enorme massa de água a mover-se. Era uma baleia, enorme, cinzenta, com a sua grande boca prognata cheia de barbas, as suas barbatanas, a sua pele sedosa. E os seus olhos. Eu conhecia aqueles olhos. Enormes. Negros. Quase sem fundo. A baleia voltou a mergulhar. Podíamos ouvir os cantos, esses misteriosos sons guturais, chamamentos, canções de amor.

E eu podia ouvir claramente a frase, repetida, vezes sem fim: “estou a voar sobre as ondas do mar”
O Violoncelista
Disseram uma vez uma coisa na Antena 2 que me inspirou. Depois fui aos Açores e foi melhor.

Não ficou exactamente como queria, escrevi-a num sítio sem internet e aí se vê a nossa dependência. Mas ok.
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Lembram-se aqui há tempos de eu dizer que queria reunir todos os meus contos, tirá-los daqui, metê-los num pdf e mandá-los a alguém que mos publicasse sob a forma de livro?

O dia foi hoje.

Adeus a todas as histórias com temas surrealistas e de sonhos, pois é esse o tema do primeiro volume altamente artístico que pagarei a alguém para editar e publicar no papel. Será um livro digno de um prémio para anormaléticos.

Só preciso de um título! Sugestões? :)

(Encontro-me fazendo isto na faculdade de letras, que até é um sítio bem pimpão)

Edit: Ah! Dois poemas meus foram publicados numa antologia poética da editora Universus, chamada "Universus da Poesia". Acho que está no Wook, mas não ganho nada com isso portanto podem ler um dos poemas aqui, é o "Dansa" :3
  • Mood: Approval
  • Listening to: Space Dandy OST
  • Reading: The Firm
  • Watching: Irresponsible Captain Tylor
  • Eating: Com fome, em processo
  • Drinking: Auga
A vida era calma na ilha. A verdade é que, perante o quente clima tropical, os seus habitantes não tinham muita vontade para fazer coisas. Limitavam-se a cultivar os seus quintais e a colher bananas, ocupando o resto dos seus dias com toda a espécie de actividades que, noutros climas, seriam consideradas puro lazer. Mas para estas pessoas eram a parte mais importante do dia. Os homens iam para a taberna da aldeia, o único sítio onde havia televisão e se podiam actualizar com as notícias do dia-a-dia de outras terras que não conheciam. As mulheres, na sua maioria, descascavam fruta à porta de casa e trocavam dois ou três dedos de conversa sobre o seu quotidiano, que envolvia sempre a preguiça dos maridos, especados em frente do televisor com um copo de forte licor nas mãos. E as crianças…

Bem, o que faz uma criança à solta numa pequena ilha do hemisfério sul? Sabemos que conforme a idade os olhos são a parte mais curiosa de um organismo. E nesta ilha havia todos os tipos de delícias para eles. O céu mostrava sempre as mais variadas matizes de azul, reflectindo-se no mar parado. Suas ondas pequeninas espalhavam espuma na fina areia, aquecendo-a e trazendo curiosos presentes, das pedrinhas e conchas coloridas às compridas algas verdes que, com alguma imaginação, poderiam até dar um bom cozinhado durante uma brincadeira de pais e mães.

Mas nesse dia o mar trouxe algo diferente. Quem encontrou o inusitado objecto foi Anali. Anali era uma miúda pouco extravagante, muito semelhante a todas as outras crianças da ilha. Gostava de nadar entre as rochas da ponta mais afastada da aldeia, onde encontrava frequentemente estrelas-do-mar e ouriços, que admirava e depois voltava a colocar no mesmo lugar. Tinha sempre cuidado para deixar sempre as anémonas que às vezes caíam das rochas viradas para cima e nunca se metia com os gordos pepinos do mar, sempre vítimas da maldade das crianças pela sua incapacidade de reagir eficazmente. Foi com a maior surpresa que Anali encontrou a garrafa.

Flutuava num interstício entre as rochas quando Anali a apanhou. Observou-a bem. Não era semelhante a nenhuma garrafa que existisse na ilha. Para começar, era verde. Não tinha rótulo, já levado pela força das ondas, mas tinha uma marca no vidro. Dizia coisas, mas era numa língua que ela não conseguia ler. Vinha tapada com uma rolha e, no seu interior, aparentava ter um papel.

“Será uma mensagem?”

Correu para mostrar a garrafa aos amigos. Se fosse uma mensagem, não queria estar sozinha quando a abrisse. As outras crianças faziam corridas na praia, levantando a areia branca com os pés. Quando Anali lhes mostrou a sua descoberta, reuniram-se em círculo.

“Pode ser uma mensagem de uma pessoa naufragada numa ilha deserta!”, disse um.

“Ou pode ser de alguém que está num navio à deriva!”, disse outro.

“Se calhar é um mapa de um tesouro deixado por um pirata!”, disse mais um.

Foi a pior coisa que os adultos podiam ter ouvido. Por casualidade, o tio de um dos rapazes passeava à beira do mar quando esta frase soou. Imediatamente, aproximou-se deles e tirou a garrafa das mãos de Anali.

“Onde encontraste isto?”

“Estava a flutuar no meio das rochas…”

“Isto é uma coisa importantíssima! Se for um tesouro, temos de contar às autoridades! Isto pode mudar toda a nossa vida na ilha! Talvez até consigamos ter um melhor sinal de televisão!”

Pegou na mão de Anali e puxou-a.

“Vamos falar ao senhor presidente, ele saberá o que fazer!”

Ela não queria ir, só queria poder abrir a garrafa com os seus amigos, ali mesmo na praia. Mas o homem não a deixava, então não teve outro remédio se não ir atrás dele. Ele colocou a garrafa dentro do bolso das calças, onde ninguém a pudesse ver, e Anali não ficara nada contente com isso. Ela tinha encontrado a garrafa, portanto a garrafa era dela! Seguiu o homem, pedindo-lhe insistentemente que lhe devolvesse o seu achado. E atrás dela iam os outros miúdos todos, gritando e rindo, para saber o que ia acontecer.

Passaram em frente da casa de Anali. A sua mãe descascava frutas à porta, sentada num banco, com duas outras mulheres.

“O que se passa aí, crianças? Deixem o homem!”, disse ela no meio dos risos da conversa.

“Mãe! Ele roubou a garrafa que eu achei nas rochas!”

Posto isto, o homem parou e endireitou-se.

“Dona, a sua filha encontrou esta garrafa que contém uma mensagem!”, tirou a garrafa do bolso e mostrou-a, fazendo-a brilhar sob a luz do sol, “Esta mensagem pode ser da maior importância para o futuro da nossa ilha! O mais provável é ser um mapa que indique onde está um tesouro!”

“Também pode ser uma mensagem de um náufrago…”, retorquiu um miúdo pequeno com ranho no nariz, na esperança que a sua ideia se concretizasse.

“Exactamente!”, gritou o homem, “Uma pessoa que necessita da nossa ajuda! Precisamos de dar conta disto ao presidente o mais rápido possível! Imediatamente!”

Voltou a meter a garrafa no bolso e continuou a andar. E os miúdos continuaram atrás dele, com Anali à cabeceira, exigindo a devolução. A eles juntaram-se as mães, curiosas sobre o que iria acontecer.

Percorreram toda a ilha para chegar até à casa do presidente. Em cada lugar lhes perguntavam o que se passava. E em cada lugar o homem explicava, com cada vez mais convicção, as perspectivas que poderiam existir dentro daquela garrafa.

“Mas fui eu que a encontrei…. A garrafa é minha!”, dizia Anali, muito triste. Se ao início lhe davam atenção, rapidamente a multidão que se juntou atrás deles passou a ignorá-la. Já se diziam coisas muito diferentes sobre a garrafa. Algumas pessoas estavam convictas que era a pista para encontrar um tesouro. Lá do fundo, outras pessoas diziam que se tratava de um segredo do estado americano. Umas outras apoiavam a ideia de que era um náufrago que pedia ajuda. Mas um pequeno grupo falava de mísseis chineses…

“E se estiver numa língua que a gente não sabe!?”, perguntou um anónimo.

Pararam todos para debater o assunto. Anali continuava a insistir que a garrafa era dela e que ela certamente saberia ler a mensagem, mas empurraram-na até à orla da multidão, onde já não podia ver nada. Acabaram por decidir que mandariam vir um tradutor do continente, se a mensagem estivesse numa língua desconhecida.

Continuaram o seu caminho, cada um com a sua ideia. Algures no meio das pessoas, alguém lançou para o ar um “e se for uma mensagem alienígena?” Isto não ficou ignorado, pois rapidamente as pessoas começaram a compor teorias sobre que tipo de informação as estrelas teriam para nos dar. Alguns diziam que era o segredo para encontrar um tesouro interestelar, outros que era o caminho para chegar a outro planeta e ainda havia quem, mais pessimista, achasse que era a chave para iniciar a destruição maciça da humanidade.

Finalmente, chegaram a casa do presidente. Todos se calaram e Anali conseguiu chegar-se à frente.

“A garrafa é minha! A mensagem é para mim!”

O homem, que já não tinha a garrafa dentro do bolso, bateu à porta com uma certa solenidade. O presidente, em mangas de camisa e vestido com um avental bordado, apareceu à porta.

“O que se passa aqui?”

O homem pigarreou.

“Foi encontrada esta manhã, nas rochas, uma garrafa que contém uma mensagem importantíssima sobre o futuro da humanidade e da nossa ilha. Tudo indica que seja o mapa para um tesouro enviado das estrelas, que está perdido há centenas de anos numa ilha deserta do nosso arquipélago. Viemos aqui saber o que vamos fazer com ela!”

O presidente tinha um ar cansado.

“Quem é que a encontrou?”

“Fui eu! Fui eu!”, gritou Anali com o dedo no ar.

“Muito bem, vem aqui para frente. Abre lá a garrafa.”

O homem passou-lhe o fantástico objecto. O vidro estava muito quente, de ter sido observado ao sol durante tanto tempo. Ela respirou fundo, virou-se para a multidão e tentou tirar a rolha.

“Está muito presa… Não consigo!”

O presidente ajudou-a. Depois, ela fechou os olhos e tirou o papel que estava no interior da garrafa. A multidão suspendeu a respiração, a ansiedade pairava no ar. Alguns começavam já a planear um futuro diferente, com televisão por cabo, outros rezavam para que nada de mal acontecesse. Anali abriu o papel.

E, no centro, uma mancha imunda de muco esverdeado e seco. Tanto tempo. Tanto tempo passou esta garrafa no mar. E dentro dela, apenas um lenço de papel usado.
Mensagem na Garrafa
Está tanto frio que achei melhor escrever uma história num ambiente mais quentinho.

Tinha aideia guardada no meu caderno de ideias. :3 Anali é o lótus azul.

A moral da história é nunca manter as expectativas demasiado elevadas.
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A. Louve
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  • :iconawaicu:
    awaicu
    Donated Dec 26, 2010, 6:26:20 PM
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Ai que enviei o manuscrito!

Agora é aguardar a resposta agressiva. :3
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:icondarkc3po:
darkc3po Featured By Owner Sep 26, 2014
^_^:hug:how are you,i want to wish you very early happy birthday:cake:have a great weekend my buddy.:hug:^_^
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:iconladylouve:
LadyLouve Featured By Owner Sep 27, 2014  Hobbyist Writer
=D
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:icondarkc3po:
darkc3po Featured By Owner Sep 28, 2014
^_^:hug:how are you,how is the weather,have a great weekend my buddy.:hug:^_^
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:iconladylouve:
LadyLouve Featured By Owner Sep 28, 2014  Hobbyist Writer
The weather was fine, thank goodness :)
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(1 Reply)
:iconthejoanapadj:
TheJoanaPADJ Featured By Owner Jun 26, 2014
Olá e bem-vinda ao :iconmundusridiculus: La la la la
Ficamos felizes por te ter como membro do grupo e contamos em ver vários dos teus trabalhos nas nossas galerias.
Por favor, não te esqueças de ler as regras e, se tiveres alguma dúvida ou até mesmo sugestões, envia-nos uma nota no grupo! Meow :3

De resto, esperamos que te divirtas por aqui! Glomp!
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:iconchibbi-chanime:
chibbi-chanime Featured By Owner Dec 25, 2013  Hobbyist General Artist
:D Hosu!
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:iconladylouve:
LadyLouve Featured By Owner Dec 26, 2013  Hobbyist Writer
OOO!

:D
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:iconminihumanoid:
minihumanoid Featured By Owner Nov 28, 2013  Student General Artist
obrigada pelo fav :D :D :D :D
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:iconjacac:
JACAC Featured By Owner Nov 13, 2013
o l á . :wave:
o b r i g a d o . p e l o . f a v
e s p e r o . q u e . a s . m i n h a s . o u t r a s . f o t o s . s e j a m . i g u a l m e n t e . i n t e r e s s a n t e s ...
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:icondarkc3po:
darkc3po Featured By Owner Sep 26, 2013
^_^:hug:how are you,i want to wish you a very early happy birthday:cake:have a great day my buddy.:hug:^_^
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